Somos o sumo.
da laranjada nacional.
Dos males.
o melhor.
a tinta na sua preguiça.
o molho que espirrou na camisa.
branca.
e que ninguém nunca irá provar.
só o que apetece.
são os fios frouxos que se escapam do nó da corda.
só os pulgões.
suculentos na sua horta morta.
somos o seu pesadelo mais lindo.
somos um deus brincalhão.
que não está sorrindo.
e devasta seu mundo.
como se pisa a areia moldada.
sua covardia.
não nos diz nada.
somos nas escrituras da vida.
a melhor piada.
não representamos.
nada.
.
DEART UFRN - OCUPAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE ARTES - PRÉDIO DA SALA DA CHEFIA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE - NATAL RN Novembro/2013 Okupa Garden
O QUE SOMOS?
- OKUPAGARDEN
- Rio Grande do Norte
- .“O chamado staff científico é composto por estudiosos de várias áreas, especialmente teóricos do teatro e antropólogos, ligados a universidade e centros de pesquisa. Podem participar das aulas práticas e atuam como dinamizadores nos chamados Gardens – grupos de trabalho em que se discutem temas ligados a antropologia teatral, os Gardens se destinavam instituir ao ar livre: A terceira parte da manhã destina-se ao trabalho com os grupos temáticos, designados Um Jardim de Luz e Sombras – a técnica das oposições, ou, mais simplesmente, Gardens (Jardins), como o chamávamos”... (MARIZ, 2008, p. 21. A ostra e a pérola)
Radio okupa garden
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
OKUPA NA MIRA!
A expressão e a manifestação artística e política que envolveu uma série de atividades de formação de um departamento com condições minimas de funcionalidade, defendida em assembleias mentirosas conduzidas pelos canalhas que não cumpriram suas promessas mais uma vez e, ainda, movem ações deliberadas de exclusão, punição e sonegação dos serviços a que são confiados pela república federal, como o ensino de qualidade e o acesso a informação.
No limiar de sua estupidez administrativa, o chefe de departamento empenhou-se em pintar todo o prédio com tinta lavavel branco gelo e, como é natural a sua incompetencia, não moveu o xerox, nem instalações nem a biblioteca, adiando sua inauguração novamente para a segunda semana, já que na primeira, Ora! na primeira ninguem trabalha mesmo...é ou não é?
sábado, 23 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Relações de poder, a representação do peso do machismo e dos privilégios, e o que é reprodução e o que é intrínseco.
Tudo relacionado, arte vida, é o patriarcado, que é a hierarquização, que é o subjulgamento do outro que é inferiorizado e sujeito a castrações. Igrejas-banco-familia-esta do-polícia.
O corpo e a sexualidade como criação artística. Foucault.
O falo de ouro.
Deixemos essas generalizações.
Horizontalizemo-nos.
Não aceitemos o higienismo pois ele não é apenas o branco da parede como falam os classicistas do DEART, ela é o oprimido socialmente, é o mendigo artista massacrado, são as famílias desalojadas com suas casas de oiticica, é a copa do mundo, e é também a autoridade da chefia se impondo para que a padronização aconteça para a estagnação geral e limitação das possibilidades livres.
Mesmo contra essa estrutura de sistema educacional colonizadora europeia-americana e de entender a necessidade de na academia se procurar essa linearidade, ainda acredito numa abertura de mente onde se tenha sensibilidade artística, ou melhor, sentimentos vividos em potência contemporânea, onde o suprasensorial seja sentido e as agressividades aceitas e-ou entendidas.
Bem cansativo o discurso do que é ou não é arte.
E os professores?
Um beijo para a galera neoconcreta.
Lygia Pape com fome.
Normatividade também é conformismo.
Esclarecimentos são desconstruções. Te soa agressivo?
A mídia tem falado muito em vandalismo e terrorismo. As palavras são repetidas, os alienados não leem dicionários, o Aurélio caducou.
Por tudo isso é que dizemos: a merda com tantas palavras elegantes e castradas, a merda com essa ciência superabstrata que não nos permite compreender e instrumentar a realidade em que estamos metidos. Ressituemos a Sociologia, a psicologia e a psiquiatria, depois de realizar um giro de 180 graus – e em vez de ficar olhando, como servos dependentes, a Europa e o imperialismo norte-americano, olhemos para o interior de nossa terra e, junto com o nosso povo, comecemos a inverter a perspectiva.
Analisemos as ideologias do ministério da educação, da igreja tradicional e também a ideologia caritativa das sociedades de beneficência, que engendra a degradação benevolente dos setores explorados da população.
Profanemos! Agamben!
Por mais poéticas públicas!
Frases da intervenção nas paredes:
-Só é arte se autorizado? E ARTEFATO?
-Demônios domésticos
-Perturbe sua mente
-ISSO OU ISTO
-O que importa a arte se o viver é uma arte?
-Aki trabalha uma princesa
-Na desordem do cosmos, na harmonia do caos, não há equilíbrio que me justifique
-Por onde anda sua arte que arde?
-Kd o povo que arde?
-Vai, que o muro é mole
-Vote em mim, filho de uma pura santa
-PixaCHÂO
-Beijo pras recalcadas
-Cú é lindo
-Ex-posição atemporal
-Meus olhos de lata queimada
-Faço amor com a parede
-Quando passar por aqui, lambaço de mim
-Sua crítica pobre e foi tudo perfeito
-Falta onde sente-se
-Quem é o cabeça? Que todxs a tenham
-Que bonito esse poema infinito...
Tripulação Garde NAU
-Chefe encharque chora que te ajudo
-Eu paguei então é meu? (De Bruno Alvaro)
Tudo relacionado, arte vida, é o patriarcado, que é a hierarquização, que é o subjulgamento do outro que é inferiorizado e sujeito a castrações. Igrejas-banco-familia-esta
O corpo e a sexualidade como criação artística. Foucault.
O falo de ouro.
Deixemos essas generalizações.
Horizontalizemo-nos.
Não aceitemos o higienismo pois ele não é apenas o branco da parede como falam os classicistas do DEART, ela é o oprimido socialmente, é o mendigo artista massacrado, são as famílias desalojadas com suas casas de oiticica, é a copa do mundo, e é também a autoridade da chefia se impondo para que a padronização aconteça para a estagnação geral e limitação das possibilidades livres.
Mesmo contra essa estrutura de sistema educacional colonizadora europeia-americana e de entender a necessidade de na academia se procurar essa linearidade, ainda acredito numa abertura de mente onde se tenha sensibilidade artística, ou melhor, sentimentos vividos em potência contemporânea, onde o suprasensorial seja sentido e as agressividades aceitas e-ou entendidas.
Bem cansativo o discurso do que é ou não é arte.
E os professores?
Um beijo para a galera neoconcreta.
Lygia Pape com fome.
Normatividade também é conformismo.
Esclarecimentos são desconstruções. Te soa agressivo?
A mídia tem falado muito em vandalismo e terrorismo. As palavras são repetidas, os alienados não leem dicionários, o Aurélio caducou.
Por tudo isso é que dizemos: a merda com tantas palavras elegantes e castradas, a merda com essa ciência superabstrata que não nos permite compreender e instrumentar a realidade em que estamos metidos. Ressituemos a Sociologia, a psicologia e a psiquiatria, depois de realizar um giro de 180 graus – e em vez de ficar olhando, como servos dependentes, a Europa e o imperialismo norte-americano, olhemos para o interior de nossa terra e, junto com o nosso povo, comecemos a inverter a perspectiva.
Analisemos as ideologias do ministério da educação, da igreja tradicional e também a ideologia caritativa das sociedades de beneficência, que engendra a degradação benevolente dos setores explorados da população.
Profanemos! Agamben!
Por mais poéticas públicas!
Frases da intervenção nas paredes:
-Só é arte se autorizado? E ARTEFATO?
-Demônios domésticos
-Perturbe sua mente
-ISSO OU ISTO
-O que importa a arte se o viver é uma arte?
-Aki trabalha uma princesa
-Na desordem do cosmos, na harmonia do caos, não há equilíbrio que me justifique
-Por onde anda sua arte que arde?
-Kd o povo que arde?
-Vai, que o muro é mole
-Vote em mim, filho de uma pura santa
-PixaCHÂO
-Beijo pras recalcadas
-Cú é lindo
-Ex-posição atemporal
-Meus olhos de lata queimada
-Faço amor com a parede
-Quando passar por aqui, lambaço de mim
-Sua crítica pobre e foi tudo perfeito
-Falta onde sente-se
-Quem é o cabeça? Que todxs a tenham
-Que bonito esse poema infinito...
Tripulação Garde NAU
-Chefe encharque chora que te ajudo
-Eu paguei então é meu? (De Bruno Alvaro)
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
NATAL, 20/11/2013, UFRN,
DEART
Fazemos desta, carta
comunicado da desocupação do espaço do Departamento de Artes por parte do grupo
instalado nos corredores e sala 04 do mesmo, desde o dia 07/11/2013, designado
OkupaGarden.
Mais
uma vez, a covardia e a falta de compromisso dos representantes do estado
silenciou uma proposta que visava o aprimoramento e benefício social.
Sentimo-nos traídos e amedrontados pelo seu poder absolutista irrefreável e
incapaz de dialogo.
Em
face das ameaças e manobras estratégicas para a tentativa de incriminar a
valorização estética do prédio, desde a remoção do espaço de convivência
construído pela arte cooperativa dos alunos, associando a intervenção da
ocupação - legitimada e reconhecida por diversos professores e artistas como
relevante e pertinente - a qualquer ato isolado sem resolução, em boataria de
baixo nível intelectual ou requinte criativo, decidimos reformular nossa
participação no processo de edificação de um departamento melhor para todos.
Associando
a ocupação à arbitrariedade do Ilmo. Sr.
Marcos Alberto Andruchak de suspender o acesso às salas do departamento e,
assim, todo o funcionamento administrativo e as aulas, bem como a suspensão dos
serviços de manutenção, já tínhamos perdido grande força estudantil, pois,
infelizmente, também alguns professores sustentaram essa visão distorcida e
interessada em suprimir a realidade desoladora dessa administração
incompetente, inclusive coagindo alunos durante as aulas.
Um
golpe mais duro sofremos com a sabotagem dos serviços de acesso à internet, que
afetou unicamente o departamento de artes durante os últimos 07 (sete) dias,
impossibilitando nossa comunicação para exposição da nossa versão dos fatos,
sempre manipulada e floreada ao bel prazer da imprensa sensacionalista e à
sombra dos interesses do comércio de senso comum. Hoje, no dia 20/11, ao
primeiro sinal da desocupação, o serviço foi reestabelecido “milagrosamente”.
Ao
sermos severamente coagidos pelo Ilmo
Sr. Prof. Herculano Ricardo Campos também
percebemos que a situação lidava com a criação de medo nos administradores,
coagidos por sua vez pela grande mão do poderio de mais alto escalão,
provavelmente. No entanto, não esperávamos a covardia e a baixeza desses
senhores de promover um verdadeiro festival de boataria, associando atos de
invasão e vandalismo em outro departamento à ocupação, permitindo que uma causa
que levantou questionamentos estético filosóficos, administrativos e sociais
fosse rebaixada a uma necessidade fisiológica de algum transeunte que encontrou
a janela aberta e nenhum segurança a postos, mobilizando a força policial
federal para a questão, ao invés de tomar o diálogo, tantas vezes prometido,
como meio de solucionar a questão.
Acreditamos que, em algum
momento, a verdade prevalecerá sobre a manipulação ardilosa desses senhores,
corruptos em todos os 14 dias de ocupação. Pedimos esperançosos a averiguação imediata dos fatos, que
permitiram que artistas chegassem a ser interrogados, pois é obvio que se trata
de mais uma chula demonstração de despreparo e ignorância deles que, hoje
também, faltaram ao serviço para com a comunidade acadêmica e, assim, faltaram
com toda a sociedade que lhes assegura o emprego.
Abandonamos o prédio neste
dia 20/11/2013 a fim de preservar o caráter pacífico e interessado na plena
integridade moral, física, psíquica e espiritual dos artistas aqui empenhados.
Integridade ameaçada pela total desconsideração por parte da reitoria, direção
e chefia desse departamento que vem lidando com a questão de sua liberdade de expressão e infraestrutura
básica de forma a não oficializar suas medidas com datas ou comprovação
satisfatória ou, ao menos, crível.
Contando com a cooperação
das autoridades envolvidas, temos este compromisso assinado pelo Prof. Olavo Bessa
aqui presente, comprometendo-se com a
integridade física, moral e imputável pela ocupação e intervenções artísticas
daqueles que agora abandonam o prédio, vistoriada e registrada em fotografias e
vídeo.
Esse é o começo de um longo processo
artístico e informacional. Queremos educação de qualidade e respeito com a
expressão do sujeito.
Grato
e esperançoso;
Comitê
temporário de assuntos urgentíssimos.
quentinhas...
MARIA MINHA MARIA
NÃO DÊ DESGOSTO AOS TEUS PAIS
SE SAIR EU FECHO A PORTA
SE VOLTAR NÃO ABRO MAIS!!!
TRANCADOS DO LADO DE DENTRO!
QUEM SAI NÃO ENTRA MAIS É A ORDEM....
O que conquistamos?
Mais descaso, Professores.
Cercados de canalhas, os ocupantes estão temerosos de que as negociações sejam mais um tiro na água.
Aguardamos reforços. Traga sua câmera, que o show vai ser lindo nesse feriadão prolongado declamado pela nossa chefia.
NÃO DÊ DESGOSTO AOS TEUS PAIS
SE SAIR EU FECHO A PORTA
SE VOLTAR NÃO ABRO MAIS!!!
TRANCADOS DO LADO DE DENTRO!
QUEM SAI NÃO ENTRA MAIS É A ORDEM....
O que conquistamos?
Mais descaso, Professores.
Cercados de canalhas, os ocupantes estão temerosos de que as negociações sejam mais um tiro na água.
Aguardamos reforços. Traga sua câmera, que o show vai ser lindo nesse feriadão prolongado declamado pela nossa chefia.
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